Namoro longo como sobreviver Acho que todo mundo…
Namoro longo – como sobreviver.
Acho que todo mundo conhece alguém que namora há “séculos”. Ou porque simplesmente se acomodou ou começou o relacionamento na adolescência e pretende realizar alguns projetos pessoais antes de trocar as alianças.
Para a psicóloga especialista em técnicas cognitivas e comportamentais, Karina Haddad Mussa, o problema não está nos anos e anos de namoro, mas sim na falta de comprometimento com si próprio e com o outro.
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“Quem ama de verdade morre de medo de perder o parceiro. E quando o relacionamento desanda e os dois viram amiguinhos demais, vira acomodação e perde-se esse medo, o desejo de zelar pelo outro”.
Conforme explica Karina, o namoro existe para que duas pessoas possam criar afinidades, aprender sobre si próprio e sobre o parceiro. Sem contar que as inúmeras discussões ajudam a dar os ajustes necessários para que o casal caminhe na mesma direção. “É como se cada parte envolvida trouxesse um espelho para dar ao outro o privilégio de se enxergar. Tiram-se as máscaras e mostra-se a verdade”, garante.
A psicóloga faz questão de se lembrar de uma frase que diz: “O amor não é para preguiçosos”. E, infelizmente, o ser humano tem tendência à acomodação. Portanto, para não cair na mesmice e transformar um relacionamento longo em casamento, o casal precisa entender que o amor é uma construção contínua.
“O correto é cuidar de um relacionamento como se cuida de si próprio. Você não vai à academia para cuidar do corpo? Não procura um nutricionista para melhorar a alimentação? Não procura remédios para curar suas dores? Com o amor é a mesma coisa”, exemplifica. “E não se esqueça de manter a sua individualidade e a do parceiro. Resolva suas questões para estar pronto para o outro. Sua cara-metade não pode ser depósito das suas necessidades e expectativas. Não seja egoísta!”
Se por um lado um longo namoro baseado no comprometimento gera cumplicidade e companheirismo, sem alicerce ou metas pode levar o casal a perder a vista o real objetivo de um namoro, que é a construção de um projeto de vida a dois. “A relação precisa de amizade sim, mas não pode perder a paixão, o tesão”, afirma Karina.
E pelo fato de não acreditar que exista um tempo pré-determinado para se namorar, a psicóloga põe abaixo o trocadilho ‘namoro longo, casamento curto’. “Há pessoas que se casam em dois, três meses. É estranho, mas acontece. Da mesma maneira que um casal que namora oito, 10, 11 anos antes de casar, pode ser muito feliz”.










Karin,
Parabéns pelo texto. Estamos vivendo um momento difícil mesmo. Essa transição de modelos nos relacionamentos “bagunçou” bastante as referências que as pessoas tinham e espero que pessoas como você (dedicadas, com intenção amorosa e construtiva) possam ajudar no sentido de reposicionar as pessoas e fazê-las sentir e encontrar as melhores soluções possíveis para serem mais felizes ! Felicidades e sorte a você também ! Obrigado !