Pedaços de Amor


Pedaços de amor

tulipas

Mudarei o nome da personagem, apenas por se tratar de um caso real, vou dar a ela o nome de Fátima.

Ela atualmente se encontra em um triste estado depressivo, mas sempre muito confiante e animada, apesar de tantos motivos físicos e emocionais, me admiro com a força e animação que possui, mesmo relatando estar triste.

Em conversa com ela, me disse que por várias noites pediu a Deus que a levasse, pois está atualmente com uma doença auto-imune severa e dolorosa.

 Nova, beirando 40 anos, fiz uma leve análise de como a vida dela foi destruída e como ela sem perceber, caiu em um tremendo buraco e nem vê a luz de uma saída, uma luz no fim do túnel (que não seja um trem). Vi sua consciência por ter “deixado a vida levar”, mas agora perdeu suas rédeas e os caminhos.

Teve uma vida onde tentou agradar a família o tempo todo, a mãe e criou com música, arte, dança e jurava que isso era amor, parei para me perguntar e perguntei a ela para que cultura essa mãe a criou? Seria Européia?

Um pai que até hoje nunca a viu como uma moça delicada como é, a criou para um campo de batalha. Ele militar, durão, severo. Em relato me contou que quando pequena no momento que o pai  chegava ela corria de medo, muito bravo. Quanta disparidade, uma mãe criando uma princesa fora da realidade do mundo que vivemos e um pai criando ela para um campo de concentração.

Sabem o que isso gerou?

Resposta: Uma Síndrome rara auto-imune, dolorosa, triste de ser vivida como todas, causando cistos por todo corpo, falência de órgãos, como se fosse sintomas de fibromialgia muito piorados e só se fica em pé a base de muita cortizona, (detalhe, o Brasil sequer estuda direito dos portadores dessa doença).

Ela me perguntou, para que o plano astral a segurava aqui. Comentou: – Sou nova, sem condições de trabalho, tive que me isolar da minha família que ao invés de me ajudar a sobreviver a Síndrôme, me acusaram de ser inútil, de estar usando dinheiro deles para medicação.

Essa família fez com ela umas das piores maldades que já vi, donos de mais de 30 imóveis de alto padrão, sempre a desprezaram e trataram como “hipocondríaca”, sendo que os próprios pais que transmitiram essa doença a ela (é genética).

Ao invés de ouvirem ela desde pequena reclamar de dores (o que é incomum), eles a ignoraram, ela pedia ajuda com seis anos de idade ao farmacêutico dizendo que estava com dores, e a mãe mandava calar a boca. O que me faz pensar cada vez mais que tem gente que não nasceu para ser pai e mãe mesmo.

Resumindo, de noite ela me disse, quero trabalhar, não dá mais, a doença não foi tratada a tempo e estou impossibilitada, sozinha, sem namorado por opção, (sendo ter aparencia uma boneca), saúde absolutamente comprometida, e não quer mais contato com a família, pai rico, que joga na cara um plano de saúde que paga a ela, família ignora os fatos nem com as medicações ajuda.

Para minha análise são típicos psicopatas, pois com o diagnóstico feito pelos melhores hospitais de São Paulo foi apresentado a um pai e mãe e eles dizem que ela não tem nada, e acho que querem a destruir emocionalmente, a mãe se coloca ao lado dele em posição de vítima, em uma omissão total, desprezando a filha e também ignorando o diagnóstico, porém Fátima está morrendo.

Ela me diz que ainda bem ter amigos, talentosa em artes, inteligência absurda, total consciência do que acontece com ela. Buscou na psicologia e outros estudos de autoconhecimento o “como viver melhor”.

Então gente, sem família, sem emprego (uma pequena pensão de ex para ela e filho), sem namorado e sem saúde.

São as quatro áreas que defino como as mais importantes, pelo menos uma tem que estar bem, no caso dela, nada.

À noite ela me disse que sentia certa depressão, e queria muito um companheiro que a amasse de verdade, pois nada mais ela tinha, mas quem iria querer ela?

Saindo do meu consultório ela dormiu, e antes de acordar teve um sonho com o primeiro namorado dela. Nunca vi uma pessoa ficar feliz com um sonho dessa forma.

No sonho ela estava com ele, em um lugar estranho, uma casa velha. Ele apareceu todo arrumado, com terno lindo preto, e ela de cama, sentindo-se mal, ele entrou no quarto e falou para ela que ela estava atrapalhando outras pessoas na casa, pois ela não dormia. Brava retrucou que estava doente e perguntou a ele se queria que ela morresse. Ele docemente a pegou nos braços e disse; – Muito pelo contrário sua boba quero você viva.

Ela acordou de uma forma tão feliz, com dores, abatida, mas essa única frase dele aqueceu o coração dela e trouxe vida ao que estava tão frio e gélido em sua alma.

Deixo aqui o que penso de tudo isso, se em um segundo de sonho, Fátima me relatou que aqueceu o coração, que se sentiu amada, feliz, e que a fez se sentir tão bem como a 15 anos não se sentia, simplesmente um foi segundo de felicidade, um pedaço de amor.

Para muitos pode parecer bobagem isso, mas o que peço é que consigamos dar mais amor ao próximo, seja quem for, isso custam vidas, danos físicos, emocionais.

Nosso mundo esta tenebroso pela falta de pedaços de amor, ninguém mais quer o bem de ninguém a não ser o próprio. Nunca vi uma raça que destrói um ser da própria raça, só a nossa.

Gostaria de pedir pequenos e sinceros pedaços de amor onde quer que estejam, trabalho, casa, família, parem de tanto egoísmo, daqui nem saímos vivos, mas as memórias nossas que ficam a todos, são as que possuem pedaços de amor.

Não deixem de sonhar!

 

Sorte Sempre!

Karin Klemm

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5 pensamentos sobre “Pedaços de Amor

  1. Oi. Li seu comentário para a Liliana. Minha filha de 18 anos adquiriu a Síndrome de Shehan logo após o parto complicado com hemorragia no dia 6/2/09. Nestes casos, qdo acontece hemorragia ou choque a hipófise sofre necrose e naum produz mais os hormônios. Semana q vem o Endócrino, q eh muito bom começa o tratamento da Graziela. Se tiver orkut, eu criei uma comu c o nome da Síndrome, lah vc axa meu orkut. Bjus e q Deus t abençõe

  2. Ás vezes passamos por situações que só nós sabemos como sentimos. Adorei sua mensagem: “peço é que consigamos dar mais amor ao próximo, seja quem for, isso custam vidas, danos físicos, emocionais”
    O mundo precisa ser mais humano, mas inflizmente muitas vezes fogem da capacidade das pessoas dar amor e por isso não recebem.

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